Entrevista Margarida Pizarro escritora do livro Em Busca das Borboletas

Aqui vos deixo uma entrevista que fiz á querida Margarida Pizarro autora do livro "Em busca das Borboletas". Espero que gostem. 
"1) Fale-nos um bocadinho de si e da sua história até decidir que queria ser escritora.
Na verdade não houve propriamente uma decisão de ser escritora. Eu sou formada em Química Ramo Têxtil na Universidade do Minho. Trabalho na empresa detida pelos meus pais há 11 anos onde sou Directora Industrial. O meu trabalho é uma das minhas grandes paixões. Tudo o que faço, faço com paixão, pois acredito que só assim conseguimos ter sucesso e sentirmos-nos realizados. Sou empresária, mulher, mãe e agora também escritora. Não mudaria nada na minha vida já que me sinto completamente feliz com a vida que tenho hoje e com tudo o que alcancei ao longo destes anos.  


2)O que a levou a decidir que queria ser escritora?
Como disse não houve propriamente uma decisão de ser escritora. Eu nunca pensei em publicar o livro mesmo quando o comecei a escrever. Foi uma surpresa total até para mim, quando iniciei esta aventura que foi escrever este romance. Primeiro acho que o facto de ser uma devoradora de livros, e uma sonhadora, levou-me a ter vontade de escrever o meu próprio romance. A ideia, que me pareceu um pouco louca quando iniciei a escrita, acabou por me mostrar um caminho que me apaixonou. Depois de escrever umas 200 páginas em menos de um mês, comecei a acreditar que realmente poderia levar esta paixão para a frente. Depois disso sim começou a surgir na minha cabeça qual poderia ser a opinião das pessoas e se eventualmente alguma editora poderia vir a estar interessada. Depois de 6 meses e 980 páginas, decidi que deveria arriscar a enviar e fosse qual fosse o resultado já tinha valido a pena este lindo caminho que tinha percorrido. Acima de tudo porque escrevi e continuo a escrever pelo bem que isto me faz á cabeça e á alma. 


3)Qual é o tipo de livros que mais lhe dão prazer escrever?
Eu apenas escrevi o meu primeiro romance pelo que a minha experiência ainda é bem pequena. Entretanto estou a escrever mais dois livros. No entanto posso dizer que escrevo aquilo que me dá prazer de ler. Não conseguiria, acho eu, escrever algo que não conseguisse ler. Dito isto, refiro-me claro a romances, boas histórias de amor, amizade, um puco de ação e suspense. 
Não escrevo sobre os problemas da vida.
Não escrevo sobre casos reais.
Muito menos escrevo sobre mim ou sobre alguém famoso.
Não escrevo sobre as tristezas da vida.
Escrevo, sim, para tornar a vida das pessoas mais feliz.
Escrevo para fazer com que as pessoas viajem com as minhas palavras.
Escrevo para fazer as pessoas sonharem, sair dos seus mundos por breves instantes, e sonharem.


4) Por que titulo, Em busca das borboletas?
O título apenas surgiu quando estava já a meio do livro. O que no início surgiu espontaneamente, cheguei á conclusão que as borboletas podiam ser uma peça chave para descrever melhor os sentimentos da personagem principal, já que a história é escrita na primeira pessoa. Achei que com as metáforas das borboletas conseguia com que o leitor entrasse facilmente na pele da personagem. No final as borboletas acabam por simbolizar todos os sentimentos que ansiamos ter nas nossas vidas: Felicidade, amor, paixão, carinho, adrenalina, saudade.
Em busca das borboletas é a busca por isto tudo que acaba por resumir um pouco desta história que é o meu livro. 

5)A moda é uma coisa que a fascina?
A moda é a minha vida, já que a minha profissão gira toda em torno da moda. 
Daí querer abordar este tema no meu primeiro livro. 

6)Qual a sua reacção á aceitação do publico quando lançou o primeiro romance?
É surpreendente e muito emocionante esta aceitação em torno do meu livro. 
Eu tenho noção de que está muito longe de ser perfeito, mas saber que foi o suficiente para fazer alguém mais feliz deixa-me com sentido de dever cumprido. 
Ouvir as diversas opiniões e o sentimento que esta história despoletou nas pessoas que o leram, faz-me acreditar que posso tornar a vida dos meus leitores um pouco melhor, nem que seja pelo tempo que dure o livro. 


7)Pretende continuar a escrever, depois de terminar esta serie de Em busca das Borboletas?
O livro Em Busca das Borboletas são apenas dois volumes que já estão escritos e á venda. Não tenciono escrever mais nada relacionado com esta história. 
Entretanto como já disse em cima, estou a escrever dois livros que já nada têm a ver com o Em Busca das Borboletas. 
Espero ainda conseguir que um deles seja lançado ainda este ano. 
A única coisa em comum que terão estes livros, e suponho que todos os meus livros, será o cenário de fundo: Nova Iorque. 

8)Qual é que são os seus livros preferidos de ler?
Adoro ler e faço-o sempre. Sou uma devoradora de livros. Gosto de variar mas sempre dentro de romances e livros de suspense. Mas nunca dispenso uma linda história de amor. 
Gosto muito de Nicholas Sparks. Já li todos os seus livros. 
Gostei também muito de ler as Cinquenta Sombras de Grey; fascinou-me imenso esta história de amor, de tirar o fôlego. 
Gosto também de Dan Brown e José Rodrigues dos Santos.
No entanto gosto de ler todo o tipo de autores desde que sejam romances. 

9)Como conjuga a escrita com sua profissão e relação familiar?
Tenho uma vida bastante movimentada sem grandes momentos para paragens. No entanto consigo sempre arranjar tempo para escrever. Uns dias mais, outros dias menos. Sou muito organizada; crio listas e agenda para tudo o que faço; assim consigo ter a minha vida sempre organizada.
Como disse, sou mãe, empresária, mulher entre muitas outras coisas que me ocupam o tempo. Amo a minha vida tal e qual como ela é, e sou muito feliz pois consigo estar sempre a fazer o que gosto seja o que for. 


10)É fácil escrever ou às vezes tem bloqueios?
Acreditem ou não, nunca tive bloqueios. Posso escrever mais rápido ou mais lento mas consigo escrever sempre. O meu problema é quando não estou a escrever e tenho toda a história a mexer na minha cabeça. 
Posso dizer que tenho uma imaginação muito fértil. 

11)O seu primeiro livro é totalmente imaginação sua ou tem base em algum facto verídico, personagens ou história?
Posso dizer que é totalmente imaginação minha, contudo claro que colocamos sempre alguma da realidade que nos rodeia, mais qua não seja adaptada. 
A única coisa que retirei das minhas experiências diretas foi a história de amizade das três mosqueteiras. Tenho a feliz sorte de ter uma amizade assim embora nenhuma das personagens tenha alguma coisa a ver, a forma de ser, comigo e com as minhas amigas. 
Aliás a ideia de colocar o nome das mosqueteiras foi, precisamente, porque é assim que nos chamamos umas às outras. 
Todo o resto é puramente ficção. 

12)Qual o personagem que lhe dá maior prazer a escrever?
Todas as personagens tem um sabor diferente e, cada uma á sua maneira, tem um especial carinho no meu coração. Cada personagem, pela sua forma de ser, deu-me um enorme prazer escrever por isso é difícil escolher uma. 
No entanto, posso dizer que adorei escrever o livro na primeira pessoa no papel da Maria e adorei escrever as loucuras da Alícia. 

13)Gostaria de ver retratado o seu romance em filme?
Isso seria mais um sonho tornado realidade. 
No entanto não acredito que seja possível, especialmente no país que estamos. 
Os jovens escritores têm muitos poucos apoios na divulgação dos seus trabalhos e só conseguimos crescer por aquilo que, nós próprios, conseguimos alcançar com muita luta e insistência. 
Em Portugal, se não formos figuras públicas ou escritores já de renome, é muito difícil conseguirmos entrar nas grandes redes livreiras. 
No meu caso, como sou bem chatinha e persistente, tenho conseguido, com ajuda das pessoas certas, vencer grandes barreiras.
Estou muito feliz com o sucesso que tem sido o meu livro, que em um ano já vai para a terceira edição. 

14)Para quem, como eu, ainda não leu este livro, pode falar-nos um bocadinho sobre ele?
Este livro, dividido em dois volumes, conta-nos a história de Maria Mendes, uma luso-americana, de família humilde que decide estudar moda para Nova-york. 
Conhece assim Alicia e Joan que se tornam as suas melhores amigas e até se intitulam de as três mosqueteiras. Estas duas amigas provêm de famílias bem ricas que faz com que Maria entre num mundo de sonho, que não é o seu. Conhece assim Dale Sloan e apaixonam-se perdidamente. No entanto este amor, apesar de parecer um sonho, abala a sua vida aparentemente pacata e traz muitas surpresas, algumas bem desagradáveis. 
Não posso dizer que é apenas uma história de amor porque é muito mais que isso. 
É também uma história linda e divertida de amizade e uma história que nos faz entrar ao mesmo tempo no mundo fascinante da Moda e no mundo apaixonante da política americana. 
Tem muito drama e acção que nos prende a cada palavra e que nos leva a não querer parar. 
É uma escrita fácil e fluída pois é uma das características que mais me prende a um livro. 
Acho que é uma história que mostra um pouco da evolução da Maria de menina a mulher, o que nos faz rever um pouco nesta mudança."
Obrigado Margarida por esta entrevista. 


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6 comentários:

  1. Entrevista muito boa! Parabéns! Gostei muito! Ainda não li o livro mas fiquei com vontade

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    1. Obrigado querida, é intenção desta entrevista ficarem a conhecer a pessoa que escreveu este livro lindo, que eu já li e adorei estou espera de ler o segundo volume e ultimo, e espero que seja tão empolgante quanto o primeiro....
      bejinhos

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  2. Gostei imenso da entrevista! Fiquei curiosa com o livro :)

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    1. Obrigada.... Livro é fantástico e vale muito a pena adquirir para quem gosta de romances aproveitem
      bejinhos

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  3. Gostei muito desta entrevista, é sempre bom conhecer novos escritores... fiquei curiosa para ler o livro...

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    1. Obrigado em meu nome e em nome da escritora, é sim bom e muito mais escritores nossos portugueses temos que dar valor ao que é nosso....
      Vale a pena adquirir o livro é lindo e penso que segundo também será...
      bejinhos

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