Recantos mais bonitos de Portugal

Olá caros leitores hoje venho aqui realçar os mais belos recantos que temos no nosso país e que muitos de nós não conhecemos ou deixamos passar ao lado e deveríamos conhecer. Temos sítios lindíssimos e não damos importância preferimos os destinos exóticos do estrangeiro. Vamos apostar mais no nosso país vamos conhecer Portugal.
Santa Luzia 
Viana do Castelo 

O miradouro de Santa Luzia, com a bonita vista sobre a cidade de Viana do Castelo e o rio Lima a desaguar no oceano Atlântico já foi considerado um dos 50 melhores do mundo pela ‘National Geographic’. Se quiser ver a mesma vista mais sossegado vá até à Pousada de Viana do Castelo e, se puder, passe uma noite na suíte júnior, no terceiro piso – é o quarto com melhor vista. 



Como chegar: a partir de Viana do Castelo, seguir pela estrada de Santa Luzia até chegar ao Monte com o mesmo nome. GPS: 41º42’04.74 N; 8º50’04.67 W.

Pico do Areeiro 
Madeira 

Tem menos 40 metros de altitude que o Pico Ruivo, mas uma vantagem em relação ao ponto mais alto da Madeira – a vista é deslumbrante mesmo sem sair do carro, não precisa de caminhar. A partir do Pico do Areeiro é possível ver quase toda a costa da Madeira, as Desertas e, se estiver bom tempo, a pequena ilha de Porto Santo. Mas é provável que repare primeiro nas nuvens que atravessam os picos verdes e acastanhados. Se estiver com coragem para sete quilómetros de caminhada, há um trilho até ao Pico Ruivo: demora cerca de uma hora a chegar até lá, mas a vista vale a pena – em dias sem nevoeiro é possível observar o Curral das Freiras e a ilha de Porto Santo.


Como chegar: para quem vem do Funchal, seguir pela ER 103 por 20 quilómetros. Virar à esquerda para apanhar a ER 202, que vai dar ao Pico do Areeiro. GPS: 32° 44’ 8.68” N; 16° 55’ 40” W.

Passeio das Virtudes
Porto 

O Passeio das Virtudes já foi um dos locais mais conhecidos do Porto – até ao século XV era conhecido por Jazigo dos Judeus, porque era ali que a comunidade judaica tinha o seu cemitério. Depois, passou a ser um passeio público, com um parapeito de pedra que permite ter uma vista panorâmica sobre o rio e a cidade – o parque foi construído em socalcos e é possível ver os edifícios históricos do Porto e a foz do Douro a partir de vários pontos. Mais em baixo, junto à fonte das Virtudes, está o edifício da escola de Mira Gaia, um projecto de Siza Vieira.


Como chegar: em pleno centro histórico, na freguesia de Miragaia, debruça-se sobre a Calçada das Virtudes, que termina no chafariz com o mesmo nome. GPS: 41º 8’38.8’ N; 8º 37’ 6.0’’ W.

Portas do Sol 
Lisboa 

Não podia ser um sítio mais adequado a turistas. É difícil resistir à paisagem das Portas do Sol. Sobretudo quando há um café protegido do frio e do vento e uma esplanada com sofás e pufes para os dias de sol. O miradouro fica perto do Castelo de São Jorge e da Graça e daqui vêem-se as zonas mais bonitas da cidade – além destes bairros históricos, a igreja de São Vicente e os telhados e as ruas de Alfama, que descem até ao rio. A vista para o rio é soberba. 

Como chegar: situado numa das zonas mais antigas da cidade, o miradouro das Portas do Sol fica entre o Castelo de São Jorge e o bairro da Graça. GPS: 38º 42’ 44.13’’ N; 9º 7’ 49.04’’ W.

Alto de Santa Catarina 
Sintra 

Era no topo do Parque da Pena, num banco de pedra escavado na rocha, que a Rainha D. Amélia passava horas a desenhar. As escadas ainda lá estão, tal como a vista para o parque, com as montanhas verdes e, no topo, o Palácio da Pena, com paredes amarelas e rosadas. Na Primavera, a paisagem fica rodeada de giestas amarelas. 


Como chegar: a partir de Lisboa, apanhar o IC 19 até Sintra. Siga pela zona histórica, em direcção ao Palácio da Pena. GPS: 38° 47’ 6.30” N; 9° 23’ 26.78” W.

Serra da Barrosa
São Miguel, Açores

No fim da descida para a Lagoa do Fogo há pequenas praias, quase sempre desertas, onde se pode sentar a descansar à beira da água e mergulhar sem ninguém à volta. Antes de se aventurar na descida (o pior é o regresso, sempre a subir por um trilho de montanha) pare para ver a bonita vista para a Lagoa, com as montanhas à volta. À noite, é um dos melhores sítios da ilha para observar estrelas – não há luzes a estragar o cenário. No caminho de carro até à Lagoa faça um desvio para a Caldeira Velha, com nascentes de água quente acastanhada. 

Como chegar: situado no concelho de Vila Franca do Campo, o miradouro encontra-se no lado direito da ER 5-2 para quem circula no sentido Lagoa-Ribeira Grande, 300 metros depois do Pico da Barrosa. GPS: 37° 45’ N; 25° 28’ w.

Torre de Aspa 
Vila do Bispo 

Situado na falésia mais alta do Algarve, o miradouro permite ver toda a costa algarvia. A paisagem é melhor se se afastar 800 metros, até ao marco geodésico – vê de forma mais nítida o farol de Sagres e o pontal da Carrapateira. 

Como chegar: saia de Vila do Bispo em direcção à praia do Castelejo, vire à esquerda para Torre Aspa e novamente à esquerda na indicação Miradouro. GPS: 37º 5’ 48.4’’ N; 8º 57’ 2.3’’ W.

Santa Iria
São Miguel, Açores

Se tiver imaginação é possível que consiga ver, à sua esquerda, o recorte da tartaruga de que os açorianos tanto falam. À direita a costa forma uma baía rodeada por rochas, com campos lavrados em cima, e gado a pastar. A partir deste miradouro vê-se a Costa Norte da ilha, onde estão as plantações de chá de Porto Formoso e Gorreana. 

Como chegar: fica na estrada entre a Ribeira Grande e Porto Formoso – há uma placa que indica o caminho. GPS: 37º 49’ 27.12’’ N; 25º 27’ 45.36’’ w.

Cabo Girão 
Madeira 

O cabo mais alto da Europa e o segundo mais alto do mundo é uma falésia quase vertical, com mar azul-turquesa a toda a volta, vista para o Funchal e para Câmara de Lobos. A partir daqui há um elevador panorâmico que dá acesso à Fajã dos Padres, uma pequena praia de rochas com água transparente a que também pode chegar de barco – são os dois únicos acessos possíveis.

Como chegar: situado a oeste do Funchal, o promontório fica a meio caminho entre a freguesia do Estreito de Câmara de Lobos e a da Quinta Grande. GPS: 32º 39’ 33.88’’N; 17º 0’ 17.8’’ W.


Parque Nacional Peneda-Gerês

O Parque Nacional da Peneda-Gerês apresenta-se como a primeira área protegida a ser criada em Portugal (1971), pelo Decreto-Lei nº 187/71 de 8 de Maio, sendo o único com estatuto de Parque Nacional. Localiza-se na região norte de Portugal, compartindo fronteira com a Galiza, que forma uma paisagem contínua com o Parque Natural da Baixa Limia-Serra do Xurés, no município de Lóbios, em Espanha. O conjunto dos dois parques forma o Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés. Além das áreas de influência dos rios Minho, Lima, Cávado e Homem, o PNPG faz parte dos maciços graníticos da Peneda, Amarela e do Gerês. Ocupa uma área de 69 693 hectares, abrangendo cinco Concelhos: Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro. Neste último, ocupa 55,7% da área total concelhia.














A região que o integra é de predominância granítica e montanhosa, com altitudes que atingem os 1545m, no Pico da Nevosa, em Terras de Bouro. Parte das serras que o constituem sofreram intervenções do Homem, em continuidade, desde o tempo Neolítico.

Lagoa das Sete Cidades Açores

A Lagoa das Sete Cidades, na ilha de São Miguel nos Açores, foi a concurso para as Sete Maravilhas Naturais de Portugal na categoria de Zona Aquática Não – Marinha e acabou por ganhar na sua categoria.
A lagoa, bem como a zona envolvente, foi classificada como Paisagem Protegida. 
Esta lagoa tem uma característica muito pouco comum relativa á coloração das suas águas sendo que a lagoa é dividida por um canal pouco profundo atravessado por uma ponte baixa separando de um lado um lago de águas de tom verde e do outro lado, um lago de cor azul.
A freguesia das Sete Cidades fica situada na margem da parte azul da lagoa. Está-se perante uma zona de montanha de relevo bastante acentuado, com falésias interiores, profundas ravinas e sulcos em cujos leitos correm águas torrenciais. Inclui uma área urbana, a freguesia das Sete Cidades, terrenos agrícolas e maciços florestais. Pico das Éguas, com 847 m de altitude, é a maior elevação desta zona.

Freguesia das Sete Cidades.A caldeira das Sete Cidades foi formada por colapsos sucessivos de dois relevos que a circundam, e também um diâmetro de 400 m. Esta lagoa é também o maior reservatório natural de água doce de superfície dos Açores. A profundidade desta lagoa é de 33m. 

Levadas da Madeira

A Ilha da Madeira é conhecida não só pela sua magnífica e deslumbrante Natureza, assim como as paisagens que a rodeiam. Umas das muitas atracões que a ilha tem para oferecer são as famosas Levadas. As Levadas remontam ao início da colonização da ilha. São cursos de água à volta da montanha, construídos pelo Homem, com o objectivo de levar água desde as encostas voltas a norte até aos terrenos agrícolas da costa sul. A Madeira orgulha-se de ter uma vasta rede de veredas e levadas. Atualmente a ilha conta com mais de 200 levadas, entre as quais destacam-se as seguintes: “Caldeirão Verde”, “Caldeirão do Inferno”, “25 Fontes”, “Risco”, e “Balcões”. Nestes percursos, é possível vislumbrar a rica e exuberante fauna e flora endêmicas da Ilha da Madeira, assim como a conhecida e apreciada Floresta Laurissilva. As levadas permitem ao viajante ter um contacto direto com a Natureza, e ao mesmo tempo, observar algumas espécies de aves endêmicas como o Pombo trocaz (Columba trocaz), o Bis-bis (Regulus madeirensis) e a Freira da Madeira (Pterodroma madeira). Poderá observar igualmente algumas árvores características da Floresta Laurissilva como o Vinhático (Persea indica), o Til (Ocotea foetens), o Barbusano (Apollonias barbujana) e o Loureiro (Laurus azorica). Os percursos existentes têm graus de dificuldade variados, o que permite o acesso a públicos diferenciados. Para efetuar caminhadas é necessário levar equipamento adequado a esta atividade, assim como tomar um conjunto de precauções úteis. A prática destes passeios pedestres ajuda o viajante a relaxar e usufruir do melhor da Natureza.
 Não perca a oportunidade de passear pelas magníficas levadas da Madeira! 












Jardim Tropical Monte Palace Madeira

Aberta ao público desde 1991, esta obra de arte localizada no Monte foi concebida por José Berardo e inclui uma das mais importantes coleções de azulejos de Portugal. Os azulejos expostos no meio da vegetação tropical representam diversas eras e provêm de palácios, igrejas, capelas e casas privadas de todas as partes do país. A grande maioria descreve acontecimentos sociais, culturais e religiosos. Dos muitos trabalhos destacamos uma porta do séc. XVIII, emoldurada por uma frontaria proveniente de uma capela. Esta frontaria é constituída por duas figuras laterais, que seguram a tábua dos 10 Mandamentos e uma espada. Merecem também destaque os 40 painéis de azulejos que contam a história de Portugal, começando a narrativa no reinado de D. Afonso Henriques e terminando com um painel dedicado à 3.ª República. Numa viagem ao Japão e à China, Berardo ficou encantado com as suas beleza, cultura, modo de vida e com a influência dos Portugueses no Oriente.
Esta é a razão para a existência de dois jardins orientais e de um painel denominado “A Aventura dos Portugueses no Japão”. Este último é uma estrutura de ferro, onde 166 placas de cerâmica contam a história de uma relação social, comercial e cultural entre Portugal e o Japão.

Entre os vários elementos chineses e japoneses, o visitante pode encontrar dois cães Fó em mármore, animais mitológicos colocados à entrada dos Templos com o papel de guardiões, diversas esculturas budistas, um dragão rodeado de crianças simbolizando a fertilidade e muitas lanternas em pedra, usadas no Japão para iluminar o caminho até à casa de chá. 
Não perca a oportunidade de ver os peixes Koi, uma espécie originária da Ásia de Leste, atualmente considerada muito valiosa. 
E por falar no reino animal, veja a beleza e majestade dos cisnes no lago central, os melros e alguns pavões.
 Também um paraíso para os botânicos, este é o local ideal para um dia inesquecível …








Palácio Quinta da Regaleira Sintra

O Palácio da Regaleira é o edifício principal e o nome mais comum da Quinta da Regaleira. Também é designado Palácio do Monteiro dos Milhões, denominação associada à alcunha do seu antigo proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro. O palácio está situado na encosta da serra e a escassa distância do Centro Histórico de Sintra, estando classificado como Imóvel de Interesse Público desde 2002.
Carvalho Monteiro, pelo traço do arquitecto italiano Luigi Manini, transforma a quinta de 4 hectares num palácio rodeado de luxuriantes jardins, lagos, grutas e construções enigmáticas, lugares estes que ocultam significados alquímicos, como os evocados pela Maçonaria, Templários e Rosa-cruz. Modela o espaço em traçados mistos, que evocam a arquitetura românica, gótica, renascentista e manuelina.
A Quinta da Regaleira é um lugar para se sentir. Não basta contar-lhe a memória, a paisagem, os mistérios. Torna-se necessário conhecê-la, contemplar a cenografia dos jardins e das edificações, admirar o Palácio, verdadeira mansão filosofal de inspiração alquímica, percorrer o parque exótico, sentir a sua espiritualidade.

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5 comentários:

  1. olá, achei este post bastante bom, com um excelente conteúdo. continua assim :)
    não posso deixar de dizer que este nosso Portugal é lindo !!!
    beijinhos. :*

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    1. É lindo sim e ha muitos mais sítios lindos para descobrirmos... obrigada bejinhos

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  2. Realmente, Viana do Castelo surpreende. Durante muitos anos não conhecia Viana do Castelo, mas fui lá há uns anos e devido à sua beleza, ficou uma das minhas cidades preferidas em Portugal.

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    1. Realmente temos país lindo e passamos o tempo a desejar ir para fora em vez de investirmos no nosso país visitar e conhecer não vamos para estrangeiro.....

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  3. Que lindas paisagens! Parabéns pelo blog!

    Nélia Gomes

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